sábado, 19 de julho de 2008

O Farol e o Mar


As ondas e o penhasco se abraçavam com volúpia

Enquanto o farol, impassível, mirava o infinito.

Gigante de granito e eletricidade;

Guarda imortal

Das tormentas, das trevas, dos ventos e das marés;

O farol resplandecia.
As sereias e os tritões ascendiam as ardentias nas vagas e as estrelas no horizonte conversavam com o farol.

Os peixes, melancólicos, passeavam pelas sendas do oceano.

O orvalho e a maresia se confundiam plenamente.

O mar estava calmo.
O mar, a natureza o criou líquido. E criado,

Mãe e berço foi dos seres vivos e da própria Vida.

O farol, os homens o planejaram e ergueram sólido

Para a proteção e guarda das rotas e das naus.

Mas ambos eram um só.
O farol, com sua luz intermitente, ao mar beijava e o mar, com suas ondas macias, acariciava seus alicerces.

Ao farol, o mar devia sua segurança e proteção. Ao mar, o farol devia sua existência e função. Ambos se amavam.
Assim como na natureza é a vida e o amor,

Quando duas almas diferentes se encontram.

Tese e antítese, ambos se complementavam; e juntos, constróem sua existência conjunta,

Em perfeita síntese

Um comentário:

Detetive Maluca disse...

BOm diaaaaaaaa minha amiga...seu blog esta lindo. Achei muito linda essa postagem!