sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Desabafo....
Preciso encontrar-me,
porque por vezes não sei quem sou,
o que faço, o que falo,
sinto-me vazia, sem o meu eu,
não sei de onde venho,
para onde vou,
os meus passos estão perdidos,
não encontram um caminho,
estou errada nesta estrada sem fim,
tudo me parece distante, ausente,
incessantemente decadente.
Dantes tinha brilho nos olhos,
mas agora as luzes estão apagadas,
não tenho medo do escuro, habituei-me a ele,
companheiro de longas horas,
as fortalezas também caem,
as pontes também desabam,
os muros reconstroem-se...
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Olha só o que eu achei
Cavalos-marinhos...
(Legião Urbana)
domingo, 3 de outubro de 2010
Ser Fênix...
Do sonho não lembrava mais
Cinza num longo e profundo suspirar
Melancólico cântico de um átimo de lucidez a sibilar
Fênix refletida renascia, em lágrima a cessar
Menina, mulher de ínfimo querer contido
De dor, arrefecido peito estrangulado
Em combustão por desdita solidão
Como fênix sobrevivi mil vezes
Se sofri, chorei, fui ao chão
Tornei-me em cinzas , virei pó
Renasço... por vezes
Num vôo soberano
Asas imponentes me renovam
No calor de um grande amor
Regenerada, pura e pronta estou
Sou mesmo assim...
Boto a mão no fogo pra queimar
Queimo-me por gostar
Sou ave imaginária
Sou mito, perdulária (...?)
Não importa qual janela vai se abrir
Qual brecha vai a réstia entrar
De coração sempre a pulsar
meus olhos sentimentos a espelhar
Meus versos são fagulha de prosa estelar
Segredando aos adormecidos mortais.
Mitológica vou voar
Sou fênix, me permito sonhar.
(Alice Poltronieri)
domingo, 26 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Duas almas solitárias
vagavam no infinito.
Traziam consigo o desejo
de esquecerem seus conflitos.
Viajavam nas estrelas,
dormiam em esteiras
penduradas nos cometas
e assim as duas se encontraram
e por um Coração se apaixonaram.
Queriam conquistar esse Coração,
mas não sabiam o que fazer,
para esse Coração entender,
o quanto as duas a ele se afeiçoaram.
Num momento de indecisão,
resolveram que deviam
por fim a essa questão.
Pensaram muito e decidiram
que o correto seria fazer a união
das duas Almas e assim unidas,
conquistariam o Coração.
Num instante mágico de rara beleza,
as duas Almas se tocaram
e juntas se transformaram
em uma só Alma,
com uma aura tão brilhante,
que ofuscou o Coração
e ele tonto de desejos
não resistiu à tentação
e se deixou envolver
por essa Alma Sedutora
que o seduziu com emoção,
e o fez se sentir
o mais feliz dos mortais.
A Alma continuaria a existir
além da vida, mas sob uma condição:
Teria que viver unindo todos os corações.
Essa era a sua missão...
(Débora Benvenuti)
Dor...
Tenho vontade
duma coisa doce
como se fosse vontade de ti
Tenho vontade
de uma coisa suave
como canto de ave
que encanta e sorri
Tenho vontade de algo diferente
que deixa semente
agora e aqui
Tenho vontade
de dizer ao mundo
que dói muito fundo
a vida, sem ti
(Maria Mamede)
sábado, 11 de setembro de 2010
Asas
Preciso de asas,essas que o vento me carregou
e cairam no abismo da alma,aquela que o tempo matou.
(RibeiroTerra)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Sonho...
Quando o sonho florir.
Vá em frente!
Sonhe sempre...
Mas nunca permaneça na ilusão.
Faça do seu coração seu guia.
Mantenha sempre a esperança.
Quando todas as coisas
disserem "não" a um sonho seu...
Demonstre que quem vive por um ideal...
O alcançará.
"O sonho é uma conquista do dia-a-dia
e não uma ilusão de quem sabe sonhar".
sábado, 4 de setembro de 2010
Perdoa
Perdoa por eu ter te escolhido
Pra ser pra sempre a minha companhia
Perdoa por eu ter acreditado nesse sonho todo dia
Perdoa por eu ter te perdoado
Na hora que eu devia te esquecer
Perdoa por eu ter me preparado
E me guardado pra você
Eu te solto
Eu não te prendo
Eu te livro
Faz o que é preciso
Eu não posso e eu não quero
Te obrigar a me querer na tua vida
Desenganos vem, acontecem
Desenganos vão, desaparecem
Eu não posso e não vou forçar
A barra pra você gostar de mim
Quem sabe amanhã... talvez
Quem sabe
O tempo coloca tudo no seu lugar
Se vou te esperar ou não
Quem sabe
Aquilo que tem que ser... será.
sábado, 21 de agosto de 2010
Existe um lugar onde tudo é possível
Onde o amor é verdadeiro
Onde não existe um preço a pagar
Onde tudo se conquista, nada se compra
Onde os dias são calmos
e só se ouve verdades.
Onde se dorme um sono de paz,
Onde se passa um dia tranquilo...
Este lugar se chama coração.
É neste lugar que eu guardo
e SEMPRE
guardarei VOCÊ!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Poema da espera
Eu te esperei num tempo de saudade,
e te esperei na minha solidão;
e te esperei nas noites de vigília,
e até nos meus sonhos, te esperei...
E te esperei nas datas importantes
- nas festas de Ano Novo, nos Natais,
nas Páscoas, e nos meus aniversários,
eu te esperei...e te esperei...e te esperei...
E foi-se o tempo, há prata em meus cabelos,
há marcas no meu rosto, e nos meus olhos
já não há mais aquele antigo brilho
- mas este coração, teimoso e triste,
mesmo sabendo agora que partiste,
pra sempre, ainda espera...
Espera que se cumpra aqui o meu tempo,
para, quem sabe, te encontrar no infinito...
( Eloah Borda )
sábado, 10 de julho de 2010
Além do amor,
Se tu queres que eu não chore mais
Diga ao tempo que não passe mais
Chora o tempo o mesmo pranto meu
Ele e eu, tanto
Que só para não te entristecer
Que fazer, canto
Canto para que te lembres
Quando eu me for
Deixa-me chorar assim
Porque eu te amo
Dói a vida
Tanto em mim
Porque eu te amo
Beija até o fim
As minhas lágrimas de dor
Porque eu te amo, além do amor!
(Vinicius de Moraes)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Um amor...Além da vida....
Meu amigo...
Meu castigo..
Meu abrigo...
Meu sol...
Meu sonho....
Nunca me feriste...
Antes minha vida iluminou.
Entraste de mansinho...
Tirando de meu coração um pedacinho...
Eu que pensava nunca mais sentir
Esse doce sentimento...
Por ele me deixei aprisionar.
E quando te senti distante...
Ausente e hesitante...
Sofri...
Calei-me...
Afastei-me...
Busquei a luz na escuridão...
Busquei a paz para meu coração...
E mesmo distante...
Por ti eu velava...
Vigiava teus sonhos...
E quando a mim vinhas...
Nada podia dizer-te...
Nada podia confessar...
Era preciso calar o sentimento...
Que teimosamente crescia em meu peito...
Dizia-me que queria ser feliz...
Fiquei confusa...
Sem saída me calava...
Pois tudo que desejei na vida...
Era sua felicidade....
Assim te aconselhei...
E me ouviu...
Há como sofri...
Todas as vezes que vinha...
Uma estaca em meu coração cravava...
Porém eu sorria...
Dizia estar feliz por ti...
Mas aqui dentro no peito...
O coração sangrava.
Não... Nunca desejei que fosses meu...
Mas seu amor eu ansiava...
Bastava-me saber amada...
E já me sentiria acarinhada...
Há... Bem sei que nunca poderei ser feliz...
Mas amar quem poderá me impedir?
Nem mesmo o sol poderá brilhar...
Mais que meus sentimentos por ti...
Nem mesmo o mar...
Poderá impedir de minhas lágrimas nele se misturar...
Nem mesmo a distancia...
Poderá tirar-me o prazer de sentir-te em mim.
Assim, meu destino, seguindo vou...
Eu aqui... Você aí...
Pois nunca ousaria esse sentimento confessar...
E nas noites de luar...
Estarei a velar seu sono...
Entrarei em seus sonhos...
Beijarei seus lábios...
Sentirei seu corpo...
Sentirei seus braços á enlaçarem-me...
Sentirei seu coração pulsar...
E saberei assim que és meu
Pois ouvirei de sua boca
As palavras mais sonhadas...
Mas almejada...
Dizendo amar-me.
(Rosa D Saron)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Desabafo...
Em que canto deste mundo posso te
Encontrar e te falar deste temp todo
Onde não te esqueci um dia sequer
Lembro de toda magia daquele dia
Onde nossos olhos se encontraram
Pela primeira vez
Lembro que o amor foi tão grande
Inexperiente, exigente de carinhos
Que nunca sufocaram, este coração
Que entende mas nunca compreendeu
tua ausência...
Esquecer...
Ah, moço!
Nem tenta esquecer-me
pois sou o ar que respiras
minhas letras sempre entoarão canções
de amor e mistério em
teus ouvidos
Correm em minhas veias... amor... poesia
dentro dos meus enigmas só meus...
sempre teus
Atitudes impensadas te farão morrer de
saudades das gotas de mel ofertadas,
derramadas no papel em forma de amor
louco e desesperado do qual fugistes
sem adeus...
(Manuella Loureiro)
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